sexta-feira, 22 de julho de 2011

Primeiros passos... a espreitar a blogosfera

Começo por fazer um generoso (e abusador) «quote» do blogue CERTAMENTE! da autoria meu amigo Paulo Querido:


Um contributo para a história dos cinco anos da blogosfera portuguesa: Hugo Silva está a trabalhar na dissertação de Mestrado sobre blogues e tem um apanhado, A história dos blogues em Portugal.
De lá respigo: No primeiro “recenseamento” da blogosfera nacional realizado por Pedro Fonseca, em Janeiro de 2003 foram encontrados 174 blogues. Em Julho do mesmo ano, aquando do encerramento do “
Blogs em .PT“, um dos primeiros directórios portugueses de blogues, a lista deste serviço já reconhecia a existência de mais de 900 blogues nacionais.A história dos blogues em Portugal.
De lá respigo: No primeiro “recenseamento” da blogosfera nacional realizado por Pedro Fonseca, em Janeiro de 2003 foram encontrados 174 blogues. Em Julho do mesmo ano, aquando do encerramento do “
Blogs em .PT“, um dos primeiros directórios portugueses de blogues, a lista deste serviço já reconhecia a existência de mais de 900 blogues nacionais.
Actualização
Não foi esquecimento, pois que conheço o valioso (e tremendo) trabalho de recensão do Leonel Vicente, estava a guardá-lo para outra oportunidade — que entretanto chegou. O seu
Pulsar dos diários virtuais é outro apanhado histórico fundamental para a compreensão do percurso da blogosfera. E também ele aponta o ano de 2003 como o ano mais significativo. É consensual, pelo menos entre as pessoas que queiram reservar ao assunto mais do que o derramar do ego, ser esse o ano de arranque dos blogues em Portugal.
Respigo do Leonel — que, como o Luís, situa o momento do “nascimento” mais adiante do que eu: A título de curiosidade, o grande boom. ocorreu na semana de 30 de Junho a 7 de Julho (com 216 novos blogues., de acordo com a listagem do Bloco-Notas); o dia mais produtivo foi o de 2 de Julho (mais 96 blogues.); o mês mais activo, o de Julho (mais 800 blogues!)
Também segundo a mesma lista, dos 615 blogues referenciados a 18 de Junho, passou-se a 791 em 30 de Junho e a 998 a 5 de Julho; a quantidade referida a 18 de Junho foi duplicada em 16 de Julho (1249.blogues.). No final de Julho, atingiam já 1591, subindo para 1878 no fim de Agosto. O número de 2000 blogues foi atingido a 8 de Setembro, ultrapassando-se os 2500 a 18 de Outubro.Publicado por Paulo Querido in blogosfera. Bookmark permalink.


Este apontamento dá-nos um dos mais recentes dimensionamentos do fenómeno entre nós. O que se torna ainda mais fascinante, porém, não é a sua propagação, é a qualidade e a diversidade, e mais ainda, a estratificação organizada, temática e funcional, em que os interesses por trás das pessoas, se vão parcelando ao longo do tempo. Palavras, imagens, sons, parece que a comunicação de arruma e de partilha com a lógica necessária para que a informação nela contida se possa tornar recuperável em permanência. São criados caminhos e atalhos que mais têm a ver com mecanismos e sinapses mentais do que com o arrazoado sem qualquer objectivo para além do imediato, que caracterizava os primeiros anos dos blogues. O que gera um sentimento de responsabilização por cada texto/imagem/som/ colocado em www

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O que espero auto-aprender e fruir

Começo por duas confidências: A fotografia que figura no meu Blogue (e já agora no gmail e facebook) foi tirada há alguns anos na sede da PT/Picoas para um Blog que me convidaram a publicar e manter na SAPO sobre livros, que nunca consegui ter a coragem de desenvolver; também o nome do Blogue retoma o incumprido, e é o de um programa na RTP2 nos idos anos 90 sobre livros, da minha autoria e que durou 2 anos, interrompido com a minha ida para Madrid.
Até hoje foi assim, tenho tido sempre a maior relutância em fazer parte deste mundo que para mim entra nos parâmetros do virtual. Nunca me senti muito à vontade para me expor pessoalmente, ou invadir territórios alheios, teclando ou explorando um écrã. Sempre me considerei, a este respeito, um pouco culpada de "voyeurisme". Profissionalmente não fazia a menor ideia que a partilha, nas áreas da cultura em que me movo, pudesse ser tão profícua, por um lado, e por outro parecia-me que estava de alguma maneira a «abusar» e/ou a plagiar estudos, análises, opiniões ou mesmo opções de outrém
O meu tipo de participação na Web 2.0, conhecida familiarmente por web social nunca foi além do que na classificação facultada se designa por Expectadora, com algumas (tímidas) incursões no campo dos Joiners em temáticas muito específicas. Pelo menos até ao dia de hoje. E destaco o termo «hoje« porque acho (ou espero) que a minha participação neste programa de auto-aprendizagem sobre ferramentas e tecnologias da «web 2.0» me pode abrir perspectivas novas sobre algo que até agora utilizei com a maior parcimónia, quando me limitava a consultar no google sem interferir com as pessoas.
Estou, porém, convencida que esta oportunidade - associada ao facto de chegar neste momento de «pousio» - me vai obrigar, por dever de ofício primeiro, mas espero que por pura fruição depois de ultrapassada a pressão, a avançar na tabela proposta até ao estatuto de Criador, publicando finalmente páginas na web (esta é a primeira, não é?), e mantendo (finalmente) um blogue carregado regularmente conteúdos diversos. Será?

terça-feira, 12 de julho de 2011

Porquê «Uma Questão de Palavras»?

Palavras são palavras e tudo o que tem a ver com elas tem a ver com a sua questão enquanto «questa», isto é, procura de sentido. Etimologia? Filosofia? Ficção?